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Paulo escreve em sua segunda carta(2 Co 13:5) aos Coríntios que devemos examinar a nós mesmos com objetivo de saber se ainda permanecemos na fé, no entanto a maioria de nós ao fazer essa autoanalise, a fazemos na perspectiva de nossas obras. Normalmente chegamos à conclusão final se permanecemos na fé ou não, baseado no que fazemos e assim muitas vezes chegamos à conclusão de que estamos no caminho certo equivocadamente. Paulo descreve o que realmente é importante, e quais devem ser nossas motivações. Segue abaixo dois textos do apóstolo sobre o assunto:

1 Co 10.31:
“Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.”

1 Co 13.1-7:
“1 – Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine.
2 – Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, mas não tiver amor, nada serei.
3 – Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, mas não tiver amor, nada disso me valerá.
4 – O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha.
5 – Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor.
6 – O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
7 – Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

Nesse contexto fica bem claro que o importante não é o que fazemos, mas sim qual a nossa motivação(sentimento/intenção). Servimos a um DEUS onisciente que sonda nossas mentes e corações(Salmos 7:9) e por incrível que pareça nossas “boas obras” podem ser realizadas com motivações erradas.

Um exemplo muito claro dessa questão, encontra-se em Êxodo 33, quando Deus irado recusa-se a seguir com o povo Hebreu pelo deserto, mas garante sua chegada à terra prometida dizendo que enviaria um anjo que os guiaria, no entanto Moisés “rejeita” a proposta de DEUS pois seu objetivo maior não era alcançar a benção(terra prometida, Canaã), mas sim andar com Deus, ele valorizava mais o provedor do que a provisão. Moisés também é exemplo em suas orações quando alcançou êxito por serem motivadas por amor ao seu povo e a Deus. Penso eu que a maioria de nós agradeceria a Deus e seguiria sozinhos desde que alcançasse-mos nossa benção no final da história, pois infelizmente hoje Cristo não é o maior desejo dos que são chamados “cristãos”, Ele tornou-se apenas um meio de conseguir o que se deseja realmente: felicidade, paz, saúde, bens materiais. A teologia da prosperidade por exemplo é bem explicita em suas motivações, as pessoas querem ser ricas, não importa como, esse é o principal objetivo e assim vemos em muitas igrejas um grande incentivo em “receber a Cristo” com o objetivo de alcançar bens materiais.

Concluo com um último exemplo que se encontra em Mt 7.21-23 que diz:

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas?
E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.”

Que Deus nos ajude a fazer sua obra segundo Sua vontade e amor, com o propósito de que Seu nome seja o único glorificado e exaltado!

Por Rafael Dantas