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Apesar de ser tratada como inerrante, a ciência já se posicionou equivocadamente muitas vezes ao longo da História.  “Mesmo grandes mentes como Charles Darwin, William Thomson (Lord Kelvin), Linus Pauling, Fred Hoyle e Albert Einstein eram cientistas incríveis e deram contribuições brilhantes em suas áreas, mas deram também suas mancadas. A teoria da seleção natural de Darwin não deveria ter funcionado; Lord Kelvin cometeu um erro absurdo em seu cálculo da idade da Terra; Pauling construiu, com pressa, um modelo errado de DNA; Hoyle descartou a ideia da origem do universo através do que se chamou ironicamente de “Big Bang”; e Einstein fez especulações incorretas sobre as forças que mantêm o universo em equilíbrio.” (Mario Livio no seu livro Tolices brilhantes)

De acordo com as teses do francês Jean-Baptiste Lamarck por exemplo, as características adquiridas em vida são passadas a próxima geração. Segundo ele, assim se deu o surgimento das Girafas; as mesmas esticavam o pescoço para comer nas árvores mais altas e essa característica foi sendo propagada as gerações posteriores. Se isso fosse verdadeiro, eu gostaria que meu Pai tivesse malhado mais antes do meu nascimento e que eu pudesse herdar barriga de tanquinho sem fazer abdominais. Mas sabemos que isso não é possível!

A ciência identificou muitos desses erros por avançar em seu conhecimento e perceber que o entendimento anterior estava errado. Em outros casos comprovou-se até mesmo fraudes. Um desses casos de fraude foi o dos embriões de Ernst von Haeckel que consistiu numa série de desenhos de embriões de vertebrados (peixes, galinhas, seres humanos) que mostravam similaridades marcantes em seus primeiros estágios.

Segundo ele, seria a prova de um ancestral comum, ponto essencial à teoria da evolução das espécies de Darwin. Os desenhos estavam errados. Não havia esse estágio inicial. No entanto, a descoberta feita somente em 1997 pelo embriologista inglês Michael Richardson foi tardia: por um século os desenhos serviram de base aos manuais de biologia.

Embriões de Haeckel vs. realidade

Por outro lado, muitos cientistas reconhecem que toda complexidade que conhecemos não pode ser fruto do acaso. E afirmam sentirem-se motivados ao notarem a grande inteligência e propósito nas coisas criadas. Ao mesmo tempo que motiva, isso deve contribuir para nos dar humildade diante de tão grande criador.

Atualmente, ser cético com relação a religião é visto como sinal de inteligência ao mesmo tempo em que se confia na ciência acriticamente. Bastou dizer que é científico, que vira sinônimo de Verdade. Supõe-se que todas as conclusões científicas são baseadas em empirísmo, ou seja, que são comprovadas através de experimentação. Mas nem tudo pode ser experimentado, como as teorias do Big Bang e Evolucionismo. E como nem tudo pode ser comprovado empiricamente, parte de seu conhecimento é dogmático, mas não veremos nenhum deles reconhecer tal fato.

Além disso, os cientistas como qualquer outro ser humano possuem pressupostos. A ciência possui como um dos seus principais postulados o naturalismo (a ideia ou crença de que apenas as leis e as forças naturais operam no mundo). Isso precisa ser assumido por todo cientista, do contrário seu trabalho não é levado a sério. Portanto qualquer Teoria, ainda que lógica, racional, e que se baseie em métodos científicos de avaliação/observação, mas que tenha implicações não naturalistas (como a existência de um criador) será descartada imediatamente.

A Teoria do Design Inteligente não se posiciona quanto a quem projetou todas as coisas. Mas nós cristãos, que temos como base as Escrituras, reconhecemos que Deus criou tudo o que conhecemos e que Cristo, o Deus que se fez carne, estava lá desde o princípio de tudo. Não somente estava lá, todas as coisas foram feitas por meio Dele (João 1:3).

Eu não tenho o objetivo de desvalorizar a ciência com este texto, mas precisamos parar de super valorizá-la como a verdade última sobre qualquer assunto. A humanidade deve estudar e procurar conhecer os mistérios da vida, mas é preciso estar consciente de que algumas coisas permanecerão misteriosas. Esse parece ter sido o propósito do nosso como o Criador como revelado em sua Lei:

“As coisas encobertas pertencem ao Senhor, o nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei.” (Deuteronômio 29:29)

Para um maior aprofundamento:

2 comentários até o momento.

  1. Muito bom!!!!

    Response from Grasieti Menezes Regis Dantas
  2. Muito bom, concordo plenamente.

    Response from Rachel Freitas